HOMENAGEADO

Vida e Obra de Dom Macário


(Ordem de São Bento - 1962)

Dom Macário foi o grande amigo do menor necessitado. A lembrança desse bondoso monge beneditino está bem viva nos corações do povo de São Paulo, aquela figura imponente, simpática, sempre risonha, rodeada de pequenos engraxates e jornaleiros aos quais ele se dedicava com singular desvelo e com todas as fibras de sua grande alma. Dom Macário era brasileiro de coração, alemão de origem. Nasceu aos 8 de Outubro de 1862, numa aldeia da Baviera. Com a idade de dois anos, ficou órfão de pai e mãe. Depois de formar-se no grupo de sua aldeia, aprendeu o ofício de sapateiro, mas logo percebeu a vocação de sacerdócio e começou a estudar latim.

Naquele tempo, havia na Alemanha, uma grande campanha do governo contra os católicos, especialmente contra os bispos e os padres. O jovem estudante de latim, para conseguir o seu ideal sacerdotal, decidiu abandonar a sua pátria e migrou para os Estados Unidos da América do Norte. Ele entrou no mosteiro beneditino de St. Vicent, onde fez os votos religiosos de monge beneditino no dia 11 de julho de 1885. Depois de três anos, a pedido do bispo Dom Pedro Schumacher, foi enviado à diocese de Portoviejo, no Equador, prorrompe uma perseguição contra o bispo e padres e Dom Macário teve que voltar a St. Vicent.

Aconteceu então que, em 1898, um antigo companheiro de estudos que, mais tarde, ficou abado do Mosteiro de São Bento em São Paulo, Dom Miguel Kruse, convidou a Dom Macário para vir ao Brasil. Este atendeu ao convite. Depois de trabalhar em diversos mosteiros beneditinos, no norte do Brasil, Dom Macário chegou a São Paulo no ano de 1907. Aqui encontrou seu amigo, D. Miguel Kruse, já superior do Mosteiro de São Bento.

O fervoroso monge pôde agora trabalhar num vasto campo de ação. Grande foi seu zelo e sua dedicação na cura d'almas, especialmente entre os humildes e necessitados. Naquele tempo, havia junto ao colégio de São Bento, uma escola para os pequenos jornaleiros e engraxates. A esses pequenos o bom padre beneditino se dedicou com extraordinário desvelo. Dava aulas, divertia a petizada, levava-os consigo a excursões, protegia-os quando oprimidos, consolava-os, admoestava-os conforme a necessidade. Sempre tinha presentes para eles, sempre uma palavra bondosa, sempre um grande coração cheio de afeto e de amor para os pobres e necessitados.

Sua influência e seu domínio sobre os menores comprovaram-se num fato inédito. Certo dia promoveu uma excursão com os meninos do instituto disciplinar. conseguira para isso a licença das autoridades competentes. Num carro especial da Light, ele levou 40 meninos a passeio, foram ver o mosteiro do colégio de São Bento, o Liceu coração de Jesus e os 40 meninos foram restituídos ao diretor do instituto na tarde do mesmo dia. Nenhum tomou a ocasião para fugir.

Não é de estranhar-se que todos gostassem de Dom Macário; todos lhe queriam bem. Sempre rodeado de pequenos amigos, irradiava alegria e felicidade.

No dia 25 de Novembro de 1943, esse bom coração parou de bater. Dom Macário faleceu. Todos choraram a sua morte, mas o bom Deus que recompensa o menor bem que se faz aos pequeninos, levou essa alma generosa para as aletrias do céu. De lá, junto do trono de Deus, Dom Macário continua rezando e ajudando a todos os pequeninos que sofrem privações como verdadeiro amigo do menos necessitado.

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